Um levantamento proporcionado por Alvarez & Marsal, consultoria dos EUA, indicou que a SAF (Lei da Sociedade Anônima do Futebol) que possibilita que os clubes de futebol virem empresas, fará com que a recuperação judicial aumente significativamente para que haja o solucionamento das dívidas. A análise ressalta que a nova lei estimula que haja o despertar para investimento privado no setor.
A resposta para isso se dá porque, ainda que a lei da SAF estabilize o regime centralizado de execuções, ainda pode haver uma falta de segurança jurídica para aqueles que vão investir por ser uma lei recente. O regime centralizado de execuções, nesse caso, pode ser entendido como uma ferramenta de circunstâncias postas durante uma negociação entre credores e clubes.
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Devido ao número alto de endividamento dos ativos, os responsáveis pelo investimento passam a estruturar um espaço em que a SAF apareça com menos pressão dos débitos das organizações.
Pedidos de recuperação judicial de associações costumam aumentar por conta da mistura da procura dos investidores com as chances maiores de investir de forma competitiva no setor, não apenas na procura de lucro.
De acordo com o líder da área de esportes e entretenimento da consultoria, Leonardo Coelho, “se o clube fizer a lição de casa, ter previsibilidade, consegue ter uma SAF com dívida menos selvagem e entender qual o valor do ativo e da dívida. A associação consegue escolher investidor que tenha maior aderência ao futebol, mais equilibrado entre performance financeira e esportiva”.
Fonte: Veja